quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A MORTE




O ser vivo nasce, cresce, envelhece e morre. Isto é o ciclo mais normal e natural de um ser que é vivo ou que pretende vivificar. Nós temos, obrigatoriamente, que obedecer a esta lei que a nossa mãe natureza dispõe e impõe aos seus filhos, netos, bisnetos, tuturnetos e por aí abaixo ou acima. Todos o sabemos, mas poucos querem-no. Ainda nenhum pensador desvendou este mistério que tanto causa horror ao mamífero sapiens, e quem sabe, também, está angustiando as plantas e os animais, que reclamam desde toda a eternidade os seus lugares no podium dos viventes. O vazio da morte deixa, sempre, qualquer um de queixo caído de dor, ou então, de dentes a ranger da mesma dor. Hoje, está na tona e à baila a frase ‘n’panha tcheu dor’. Diante da morte teria esta frase significado conotado ou denotado? Cada um que se auto-julgue e cuide. Pois, a morte veio para ficar e ela está garantida. ‘Kenha ki ka kré, nton pé mori!’.

sábado, 19 de janeiro de 2013

AVENIDAS DA CAPITAL COM AR MAIS SAUDÁVEL

As avenidas e rotundas da cidade da Praia ganharam um novo visual fruto do novo programa de arborização da câmara local. O programa tem como objectivo proporcionar aos praienses mais espaços verdes, melhorar a imagda cidade e criar um ambiente mais saudável.
Este programa vem melhorar um pouco a situação ambiental que se encontrava a cidade, pois conta com uma nova dinâmica da recolha dos lixos porta-a-porta, proporcionando um ambiente mais adequado. A poluição proveniente do movimento dos automóveis e a queima dos resíduos será, com o programa, um pouco colmatada.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

JORNALISMO ONLINE EM CABO VERDE 1

Preparar o futuro hoje

Acredito que estamos a caminhar ao nosso ritmo para a prática, não digo perfeita, mas sim desejável do jornalismo no suporte internet. Há muitos investimentos no combate à infoexclusão (70% de infoexclusões) – aumento de praças digitais, programa mundo novo, NOSI, concorrência à Telecom, etc. Contudo, a infoexclusão é um facto ainda relevante nestas ilhas. Há muitas ‘zonas de sombra’, tanto a nível energético como a nível de rede, o preço da internet é elevadíssimo, e quanto à pratica do jornalismo online nota-se que os profissionais da praça não querem se desinstalar do vício do não domínio dos equipamentos electrónicos.

 
Passos de tartaruga
Estamos no começo, e nota-se um esforço para entrarmos no mundo do online, mas temos ainda muito caminho. É de louvar que todos os semanários da nossa praça possuem uma página web. Também as rádios e as estações televisivas estão por dentro. É de notar que a RTC está a fazer um bom serviço com o seu online, mesmo que não seja o mais perfeito, presta um serviço notável aos nossos patrícios na diáspora. Começou também a aparecer órgãos que especificamente são online, como o Liberal, BinóculoPolítico e a Agenda Culturalda Praia.

 
Passos de caranguejo
Vendo para a entrevista de Mindy McAdams deparamos com muitas dificuldades no nosso jornalismo online, no que se refere à técnica de o praticar. A velocidade a actualidade, dois dos principais requisitos deixam muito a desejar. Facilmente podemos deparar com inúmeros outros erros: inexistência de links, notícias relacionadas, gráficos, animações, elementos interactivos, concisão, objectividade, etc.
Dos sites citados pelo entrevistado, nenhum da nossa praça consta nos melhores na prática do jornalismo online. Mesmo assim, também concordo com o McAdams de que o jornalismo online vai, no futuro, encontrar maneira de pagar as suas próprias contas. Porque não em Cabo Verde! Pois, na nossa região (África) estamos à frente, mesmo que a nível do velho continente e dos EUA pareçamos atrás.

 

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JORNALISMO ONLINE EM CABO VERDE 2

Ainda numa incubadora

Temos poucas reflexões acerca deste assunto, com raras vozes especialistas a comentar o assunto ou a lançar teorias. O jornalismo online é um fenómeno muito recente em Cabo Verde, podendo ser considerado ainda um bebé em fase de aleitamento materno. Se a própria internet é ainda um adolescente, a prática do jornalismo suportado pela plataforma da internet é ainda mais recente.
À luz de Cabreras
Pelas características que o nosso jornalismo online apresenta, podemos equipará-lo com teorias de alguns especialistas de renome a nível internacional. Se formos analisar as teorias de Cabreras, que ilustra quatro modelo-fases da prática do jornalismo na web, chegaremos a conclusão de que estamos na terceira fase, que ele denomina de modelo digital porque obedece algumas exigências: os layout das nossas páginas estão em compatibilidade com o meio web; banners publicitários e gestão de zonas; possibilidade de comentar e interagir, assim como poder explorar a última hora.

 À Luz de Canavilhas
Um outro expert, Canavilhas, que nos contempla duas fases do jornalismo online, leva-nos para a sua primeira fase, a do jornalismo online, porque estamos a conservar as características dos outros meios no suporte web. Não só o impresso está muito visível nas nossas páginas, como afunilava a ideia de Cabreras, como também, dos outros medias.
A convergência de todos os outros meios que se espera no jornalismo online não se trata de transportar tudo para o meio online, mas sim de reconfigurá-las de acordo com as exigências do ciber espaço. Porque temos lacunas e vícios dosoutros meios na prática do jornalismo online em Cabo Verde, podemos afirmar que estamos na fase que Canavilhas classifica de jornalismo online.

De acordo com estes dois especialistas, Canavilhas e Cabreras,  podemos verificar que temos muitos desafios para batalhar no jornalismo que se pratica no nosso país.

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